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Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site: www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad

Vídeos do mês:

II Jornada de Filosofia Oriental na USP

25 a 27 de setembro de 2013

No mês de setembro de 2013 participamos (Roberto Martins e Flávia Bianchini) da II Jornada de Filosofia Oriental da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de Sâo Paulo (USP). 

Estamos disponibilizando aqui os resumos das comunicações realizadas no evento e os vídeos de nossas apresentações.

II Jornada de Filosofia Oriental da USP

A Jornada de Filosofia Oriental é um evento que busca reunir pessoas interessadas na pesquisa sobre filosofia oriental e contribuir para o avanço dessas pesquisas.

O evento ocorreu nos dias 25 a 27 de setembro de 2013, no Prédio de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

A programação completa e os resumos das exposições podem ser conferidos no site da Jornada:
http://jornadaforientalusp.wordpress.com/

E os vídeos com as apresentações de todos os pesquisadores que participaram do evento podem ser assistidos através da página da Jornada, no Facebook:
https://www.facebook.com/jornadaforientalusp?fref=ts

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RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES

Roberto de Andrade Martins (Doutor em Filosofia, prof. aposentado da Universidade Estadual de Campinas, prof. visitante da Universidade Estadual da Paraíba, prof. colaborador da Universidade Federal da Paraíba)

Roberto de Andrade Martins, na II Jornada de Filosofia Oriental da USP, 2013

"Ontologia e cosmologia no Sāṅkhya Kārikā de Īśvarakṛṣṇa"

Resumo: O Sāṅkhya é um dos seis sistemas ortodoxos (āstika darśana) da tradição filosófica indiana. Seu fundador teria sido Kapila, em uma época indeterminada da era pré-cristã, já que há textos budistas que afirmam que o Buddha teria sido discípulo de mestres do Sāṅkhya. No entanto, a obra mais antiga sobre esse darśana que foi conservada na íntegra é o Sāṅkhya Kārikā de Īśvarakṛṣṇa, que se supõe ter sido composta no período Gupta (talvez no século II d.C.). 

Esta obra apresenta uma visão não-teísta do pensamento dessa escola. Sua ontologia é dualista, baseada em dois princípios fundamentais, eternos e independentes: puruṣa (“o homem”, que significa a consciência) e prakṛti (“a natureza”, que inclui todo o universo dos fenômenos). Ao contrário da tradição dualista ocidental, puruṣa não é identificado com a mente racional (manas oucit), que seria apenas uma das manifestações dos poderes naturais. 

Kapila, o fundador da filosofia Sankhya

O objetivo da exposição do Sāṅkhya Kārikā é esclarecer o método pelo qual uma pessoa pode se libertar do ciclo de renascimentos (saṃsāra), sem associar esse processo à crença de nenhuma divindade. O Sāṅkhya apresenta uma classificação dos princípios cosmológicos e sua sucessão de surgimento no desdobramento gradual do universo. 

Com algumas modificações, essa base ontológica é utilizada em outras abordagens filosóficas indianas, como o Vedānta e o Yoga. Alguns de seus conceitos básicos, como os três poderes ou qualidades (guṇa) da natureza, sattva, rajas e tamas, são fundamentais em toda a tradição indiana posterior. 

Esta apresentação proporcionará uma visão geral do Sāṅkhya e uma análise mais detalhada dos seus princípios cosmológicos e do processo de evolução do universo, procurando enfatizar seus aspectos de racionalidade.

Palavras-chave: filosofia indiana; Sāṅkhya; ontologia; cosmologia; dualismo

Bibliografia básica:
ĪŚVARAKṚṢṆA. Les strophes de Sāṅkhya (Sāṅkhya Kārikā) aved le commentaire de Gauḍapāda. Paris: Belles Lettres, 1964.
JOHNSTON, Edward Hamilton. Early Sāṅkhya: an essay on its historical development according to the texts. Delhi: Motilal Banarsidass, 1974.

Vídeo da apresentação:
http://youtu.be/qxI_6MClxwM?t=1s

Apresentação PowerPoint da palestra:
Roberto-Martins-II-Jornada-Fil-Oriental-2013.pdf

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Flávia Bianchini (Mestra em Ciências das Religiões pela UFPB)

Flávia Bianchini, na II Jornada de Filosofia Oriental da USP, 2013

"A concepção da criação na filosofia indiana Shakta"

Resumo: Esta comunicação apresentará e discutirá a concepção da criação do universo de acordo com a tradição filosófica indiana Shakta. No pensamento indiano, o conceito de criação não é único; ele assume características próprias em cada escola de pensamento. A preocupação cosmológica, que já estava presente no período dos Vedas, gerou diferentes abordagens na literatura indiana posterior. Adquiriu formas mais acabadas nas seis visões filosóficas ortodoxas (Darshana) da filosofia indiana, mas também gerou uma variedade de doutrinas de acordo com seitas ou distintos ramos devocionais, e também nas escolas não ortodoxas como Budismo e Jainismo. 

A tradição Shakta é uma corrente religiosa e filosófica que se firmou no período medieval e que admite o princípio feminino (a Shakti) como sendo o poder supremo do universo, identificando-a com o Ser Absoluto (Brahman) da tradição filosófica das Upanishads. Como outras tradições indianas, a cosmologia Shakta combina elementos mitológicos com análises extremamente abstratas, como o surgimento do espaço. 

A Grande Deusa recebe os poderes de todos os devas

A filosofia Shakta foi profundamente influenciada pelas interpretações não-dualistas e dualista do Vedanta, tendo sido também fortemente baseada em outros sistemas, como o Sankhya. A terminologia filosóficas Shakta não é diferente daquela usada na tradição filosófica indiana em geral, apropriando-se no entanto de uma forma original das concepções desenvolvidas em outras tradições. 

A realidade última no Shaktismo é a mesma pura consciência do Vedanta, por exemplo. Apresentaremos como a concepção da criação se apresenta no Shaktismo, avaliando os seus desdobramentos nos vários níveis cosmológicos, sendo que muitos destes conceitos e concepções da filosofia Shakta serão apresentados em associação ou comparação com outros sistemas filosóficos como o Sankhya e Vedanta, ou ainda associados ao Tantra.

Palavras-chave: Shaktismo, filosofia indiana, criação, filosofia Shakta, cosmologia indiana.

Bibliografia básica:
RADAKRISHNAN, Sarvepale. Indian Philosophy. New Delhi: Oxford University Press, 1989. 2 vols.
DASGUPTA, Surendranath. A history of Indian Philosophy. New Delhi: Motilal Banarsidass, 2010. 5 vols.

Vídeo da apresentação:
http://youtu.be/gDfvp8Ax_aw?t=1s

A Grande Deusa sobre a serpente do infinito, no oceano primordial

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Campina Grande, Paraíba
http://www.shri-yoga-devi.org/

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