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Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site: www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad

A Grande Deusa Indiana

Flávia Bianchini (Satyananda Svarupini) concluiu em julho de 2013 a sua dissertação de Mestrado em Ciências das Religiões, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O título de sua pesquisa é: "O estudo da religião da Grande Deusa nas escrituras indianas e o Canto I do Devī Gītā".

Defesa da dissertação de Mestrado de Flávia Bianchini
Flávia Bianchini, durante a defesa

Defesa da dissertação de Mestrado de Flávia Bianchini
A banca: Joaquim Monteiro, Fabricio Possebon (orientador) e Deyve Redison

Leia abaixo uma descrição deste trabalho.

O Estudo da Religião da Grande Deusa nas Escrituras Indianas e o Canto I do Devī Gītā

Por Flávia Bianchini

Esta é uma breve apresentação da minha dissertação de Mestrado em Ciências das Religiões realizado na Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

Estamos disponibilizando no nosso site apenas uma parte da dissertação (capa, sumário e introdução), pois em 2014 ela será publicada na íntegra, em dois volumes.

Parvati

Em minha dissertação de mestrado tive como objeto de estudo a religião da Grande Deusa nas escrituras indianas e, especialmente, no Canto I do Devī Gītā. Tal religião, que faz parte do Hinduísmo, se manifesta por meio de um movimento devocional denominado Śāktismo, cujas raízes se encontram na antiga tradição do Veda, mas que só se constituiu como um movimento independente, embasado em concepções próprias, no período medieval indiano. 

Neste estudo apresento um vasto panorama do desenvolvimento do Śāktismo, desde o período vêdico até o período medieval tântrico indiano. Abordo informações sobre as divindades femininas e sobre outros temas fundamentais para a compreensão da religião da Grande Deusa. A dissertação culmina com a tradução e comentário do Canto I do Devī Gītā, obra que pertence ao Śrīmad Devī Bhāgavata Purāṇa. Esta escritura é reconhecida como uma fonte importante no reconhecimento do Śāktismo, enquanto culto independente, e como a obra mais antiga conhecida em que a Deusa indiana é apresentada como divindade suprema, como idêntica a Brahman, como a Realidade Última e fonte de toda a criação.

A Grande Deusa

A Dissertação está dividida em três grandes capítulos, a saber:

Capítulo 1. A Grande Deusa na Índia – da Pré-História ao Período Medieval Tardio.

Neste primeiro capítulo apresento um histórico das concepções a respeito das divindades femininas no pensamento indiano, da pré-história até o período medieval indiano, quando ocorre o desenvolvimento do Śāktismo, na tradição dos Purāṇas e dos Tantras. Segui a divisão adotada por alguns pesquisadores que classificam a história da Índia em diversos períodos históricos: Período Pré-Vêdico, Período dos Vedas e Pós-Vêdico, Período Formativo ou Épico, Período Gupta, Período purânico, Civilização Indiana Clássica tardia ou posterior,  Medieval Antigo e Medieval Posterior.

Fiz um breve estudo acerca das primeiras deusas vêdicas, como por exemplo: Aditi, a deusa ilimitada, e Virāj, a deusa soberana; e sobre o poder divino feminino, conhecido como Māyā. Elaborei um levantamento de hinos e escrituras que tratam da Deusa ou onde há menção aos seus grandes feitos e atributos, distribuídos aos longo de um amplo corpus hindu, que compreende: hinos vêdicos, Brāhmaṇas, Āraṇyakas, Upaniṣads, Mahābhārata, Rāmāyana, Harivaṁśa, Mahā-Purāṇas, Upa-Purāṇas e Tantras.  

Capítulo 2. O Devī Gītā do Devī Bhāgavata Purāṇa e a Deusa Bhuvaneśvarī

No segundo capítulo apresento o Śrīmad Devī Bhāgavata Purāṇa e forneço uma visão geral do Devī Gītā, indicando também sua relação com os diferentes tipos de escrituras indianas que são centrais para o estudo do Śāktismo. Este capítulo discorre também sobre a deusa Bhuvaneśvarī, que é a divindade feminina central do Devī Gītā, apresentando sua concepção em diferentes contextos, revelando o seu papel e natureza. No Devī Gītā, a deusa Bhuvaneśvarī é concebida como a reunião das características de diversas deusas do panteão hindu existentes desde o período vêdico. Assim, ela se apresenta como Aditi, Virāj-Svarūpa, Durgā, etc. Ela surge no Devī Gītā como superior aos devas masculinos, como sendo ela própria o absoluto Brahman, que subjaz a toda criação, e como a causa eficiente  e material do mundo.

Deusa Bhuvaneshvari

Capítulo 3. Tradução, Análise e Comentário do Canto I do Devī Gītā

O terceiro capítulo contém uma tradução, análise e comentário do Canto I do Devī Gītā, acompanhada do seu texto em sânscrito, seguida pelo comentário detalhado de muitos aspectos importantes. Cada verso do Canto I do Devī Gītā é analisado e comentado separadamente. Os principais conceitos são discutido com base em diversas outras fontes consultadas para esclarecer e aprofundar o significado e importância deste texto. Essa tradução é precedida por uma introdução que aborda questões relativas à metodologia adotada e alguns outros tópicos relevantes para sua compreensão. Há também um Glossário dos termos sânscritos mais importantes do Canto I do Devī Gītā.

O Devī Gītā compreende um diálogo entre Himālaya e a deusa Bhuvaneśvarī que se estende por 10 capítulos, ao longo dos quais todos os atributos da deusa são descritos e diversos ensinamentos são transmitidos, abrangendo diversas práticas espirituais, incluindo os seguintes temas: aparecimento da grande Deusa diante do rei da montanha Himālaya e dos deuses; a Deusa como a suprema causa da criação; a Deusa revela seu corpo cósmico (o Virāj Svarūpa – forma universal); instruções sobre Jñana Yoga – o Yoga do conhecimento; instrução sobre Kuṇḍalinī Yoga e sobre o Yoga de oito membros – Aṣṭānga Yoga; a meta do Yoga (mokṣa): o conhecimento de Brahman; instrução sobre Bhakti Yoga (o Yoga da devoção); mais instruções de Bhakti Yoga: os locais sagrados, ritos e festas de adoração da Deusa; formas vêdicas e internas de adoração à Deusa; a forma tântrica de adoração à Deusa e o desaparecimento da grande Deusa.

Bhuvaneshvari

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A parte inicial da dissertação de Flávia Bianchini, contendo resumo, sumário e introdução, pode ser baixada a partir deste link:

Flavia.Bianchini-Dissertacao_Mestrado-UFPB-inicio.pdf

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