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EU SOU
Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site: www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad

Os dez avatares (avatāras) de Vishnu (Viṣṇu)   

A atuação de Viṣṇu no universo se dá através de uma série de “descidas” ao mundo, adquirindo diferentes formas, os avatāras. 

Os dez avatares de Vishnu

O Garuḍa Purāṇa e outras fontes indicam dez avatāras de Viṣṇu (Daśāvatāra), enquanto o Bhagavāta Purāṇa dá uma lista de vinte e dois avatāras, além de informar que existem infinitas manifestações de Viṣṇu. Apresentamos aqui os dez principais avatāras, que são Matsya, Kūrma, Varāha, Narasiṁha, Vāmana, Paraśurāma, Rāma, Kṛṣṇa, Buddha (ou Balarāma em algumas versões) e Kalki. 

Os quatro primeiros avatāras (Matsya, Kūrma, Varāha, Narasiṁha) teriam surgido na primeira era da humanidade (Satya Yuga), os três seguintes (Vāmana, Paraśurāma, Rāma) na segunda era (Tetra Yuga), Kṛṣṇa e Balarāma na terceira era (Dvāpara Yuga), Buddha na quarta e última era (Kali Yuga) e Kalki é um avatāra futuro, que deverá surgir ao final de Kali Yuga.

Matsya - o peixe - avatar de Vishnu

1. Matsya (Peixe) – A mais antiga tradição deste avatāra de Viṣṇu aparece no Śatapatha Brāhmaṇa. O mito é descrito mais detalhadamente no Matsya Purāṇa. Relata que Manu estava em um rio fazendo suas purificações rituais, quando coletou um pequeno peixe em suas mãos, sem intenção de fazê-lo. O peixinho lhe pediu que o salvasse. Ele o colocou em um jarro, mas o peixe cresceu muito rapidamente e não cabia mais lá. Ele o transportou para um poço, mas ele continuou a crescer. Depois o colocou em um rio e finalmente no oceano, mas ele não parava de crescer. Então Manu lhe perguntou quem era ele, e o peixe revelou ser Viṣṇu, contando então que ia ocorrer uma grande inundação da Terra, e instruiu Manu para coletar sementes, plantas medicinais e animais, para salvá-los em um barco. Manu amarrou o barco ao chifre do peixe, que o transportou para um lugar seguro. Há semelhanças entre esse mito e a lenda bíblica da arca de Noé, mas parecem ser tradições independentes. 

Kurma - tartaruga - avatar de Vishnu

2. Kūrma (Tartaruga) – Os Devas (divindades) haviam perdido o seu poder, por causa de uma maldição. Pediram ajuda a Viṣṇu, que sugeriu que eles precisavam beber o néctar da imortalidade. Mas essa bebida sagrada estava oculta dentro do Oceano de Leite. Viṣṇu lhes disse que todos os deuses e demônios (Asuras) deveriam participar do trabalho, lançando todos os tipos de ervas medicinais no oceano de leite e depois batendo esse oceano, para extrair dele o néctar da imortalidade. Para conseguir agitar o oceano, eles pegaram uma montanha, Mandāra, e a colocaram dentro do mar. O próprio Viṣṇu se transformou em uma grande tartaruga, que mergulhou no oceano, para servir de apoio à montanha. A serpente sagrada Vāsuki foi enrolada em torno da montanha, e os devas e demônios pegaram suas extremidades, para girá-la sucessivamente para um lado e para o outro, agitando assim o oceano. 

Varaha - javali - avatar de Vishnu

3. Varāha (Javali) – O universo estava todo oculto no oceano primordial. Viṣṇu, para resgatar a Terra (Pṛthivī ou Bhumī ou Bhūdevī) de dentro do oceano, adquiriu a forma de um javali imenso e mergulhou nas águas. Mas o demônio Hiraṇyākṣa queria manter a Terra no fundo das águas. Ocorre então uma batalha entre Varāha e Hiraṇyākṣa, na qual Viṣṇu acaba por triunfar, resgatando a Terra e erguendo-a das águas em suas presas, estabelecendo-a em um local seguro no universo. Esse resgate da Terra é considerado, simbolicamente, como uma representação de livrar o mundo de um oceano impuro, trazendo-o para a luz. Em algumas versões, Varāha se casa com Pṛthivī ou Bhūdevī.

Narasimha - homem-leão - avatar de Vishnu

4. Narasiṁha (Homem-Leão) – Na sua terceira aparição, como Varāha, Viṣṇu matou um demônio chamado Hiraṇyākṣa. Seu irmão, Hiraṇyakaśipu, passou a odiar Viṣṇu e seus seguidores. Realizando grandes austeridades, ele obteve de Brahmā um dom pelo qual não poderia ser morto por nenhuma criatura, não poderia morrer nem na terra nem no céu, nem dentro de uma residência nem fora, nem durante o dia nem durante a noite, não podendo ser morto por nenhuma arma, nem por homens nem por animais. Hiraṇyakaśipu venceu sucessivamente todos os Devas, tornando-se extremamente poderoso em todo o universo. O filho de Hiraṇyakaśipu, chamado Prahlāda, era um grande devoto de Viṣṇu, o que desgostava muito seu pai. Este tentou matá-lo, mas Viṣṇu o protegia sempre, de forma invisível. Hiraṇyakaśipu questionou o filho sobre onde estava Viṣṇu e Prahlāda lhe respondeu que estava em toda parte, até mesmo em uma coluna de pedra. Hiraṇyakaśipu então golpeou a pedra, dizendo que ia matar Viṣṇu, que então surgiu de dentro da coluna, sob a forma de Narasiṁha, um homem-leão (nem homem, nem animal), colocou-o sobre suas coxas (nem na Terra, nem no céu), e com suas unhas (sem armas) rompeu seu ventre e o matou, ao por do Sol (nem dia, nem noite).  

Vamana - Anão - avatar de Vishnu

5. Vāmana (Anão) – Bali, um demônio, neto de Prahlāda, era muito poderoso e se tornou rei das três regiões do universo. Um dia em que Bali estava realizando um ritual, Indra se dirigiu a Viṣṇu e lhe sugeriu que aparecesse diante do demônio e fizesse um pedido, pois ninguém podia negar o pedido que fosse feito ao final de um sacrifício. Então, Viṣṇu adquire a forma de um anão (Vāmana) que se aproxima de Bali e lhe solicita o espaço que puder alcançar com três passos. Apesar de ser advertido por seu preceptor Śukrācārya a não aceitar a solicitação, Bali lhe concede o pedido, e então Vāmana se torna gigantesco e com três passos consegue abranger as três regiões do universo: a Terra, a atmosfera e o céu. Tendo conquistado o universo, Vāmana o devolve para Indra. Este é o único avatāra de Viṣṇu que tem relação com a tradição dos Vedas. 

Parashurama - Rama com machado - avatar de Vishnu

6. Paraśurāma (Rāma do machado) – Paraśurāma era um brāhmaṇa; seu pai foi Jamadagni e sua mãe Reṇukā. Graças a um alimento mágico preparado por seu avô, embora fosse da casta sacerdotal (brāhmaṇa), Paraśurāma nasceu com a tendência de um guerreiro (kṣatriya): poder, força e heroísmo. Realizando terríveis ascetismos, Paraśurāma conseguiu obter de Śiva um machado muito poderoso chamado paraśu, aprendendo dele também o poder de destruição e da guerra. A casta dos guerreiros não respeitava a dos sacerdotes, a qual, de acordo com a tradição indiana, é superior a todas as outras em dignidade. O rei Kārtavīrya, muito poderoso, que tinha mil braços, decapitou o brāhmaṇa Jamadagni – um crime imperdoável, segundo a tradição – porque este não lhe cedeu a vaca Kāmadhenu, que satisfaz todos os desejos. Por vingança, Paraśurāma decidiu matá-lo e exterminar a casta dos guerreiros. Por vinte e uma gerações, entre as eras Treta e Dvāpara, ele praticamente exterminou todos os kṣatriyas, mas sempre sobraram alguns, que foram capazes de perpetuar a raça.  

Rama (avatar de Vishnu) com Sita, Hanuman e Lakshmana

7. Rāma – O sétimo avatāra de Viṣṇu é o rei Rāma, uma das divindades mais populares do Hinduísmo. O épico Rāmāyaṇa conta sua história e feitos. Rāma é descrito como uma pessoa perfeita, extremamente virtuoso, com total autocontrole. Sua esposa é Sītā a personificação da esposa e mulher ideal, considerada como uma encarnação de Lakṣimī. Rāma era o sucessor do trono de Ayodhyā, mas por causa de uma intriga familiar seu pai acaba exilando-o. Em vez de lutar por seus direitos, ele vai para a floresta durante 14 anos, para não humilhar seu pai. Um demônio, Rāvaṇa, capturou Sītā e a levou para seu reino, Laṅkā. Depois de uma longa e difícil procura, com a ajuda de aliados como Hanumān, Rāma trava uma difícil batalha contra Rāvaṇa e consegue vencê-lo, matando-o e libertando sua esposa. Ao fim de seu exílio, Rāma se torna rei de Ayodhyā.

Krishna - avatar de Vishnu - com Radha e Gopis

8. Kṛṣṇa – Ao lado de Rāma, Kṛṣṇa é uma das divindades mais populares da Índia, atualmente. Kṛṣṇa – um nome que significa “negro”, ou “escuro” – é um guerreiro, como Rāma, destruindo os poderes negativos. É um personagem importante no épico Mahābhārata, onde participa da batalha de Kurukṣetra, auxiliando Arjuna, e lhe transmite o Bhagavad-Gītā (Cântico Divino). Várias escrituras indianas falam sobre as diversas fases de sua vida, apresentando sua infância (Bāla Kṛṣṇa), sua juventude de criador de vacas (Gopāla ou Govinda) cheia de aventuras amorosas, um príncipe guerreiro adulto, e a representação do Ser Supremo, sob o ponto de vista religioso. A principal esposa de Kṛṣṇa é Rukminī, considerada uma encarnação de Lakṣmī; e sua principal amante de é Rādhā, que é considerada em algumas correntes religiosas como uma manifestação da Śakti (a Poderosa, a Grande Deusa ou Mahā Devī). A mitologia dá muito maior importância a Rādhā do que a Rukminī. De acordo com os Purāṇas, a morte de Kṛṣṇa marcaria a passagem da era Dvāpara Yuga para a Kali Yuga, e corresponderia à data de 17 para 18 de fevereiro de 3.102 a.C., pelo calendário ocidental.

Dependendo da tradição estudada, o nono avatāra de Viṣṇu poderia ser Balarāma ou Buddha.

Balarama - avatar de Vishnu - matando o demônio Dhenuka

9A. Balarāma (Rāma forte) – É o irmão mais velho de Kṛṣṇa, sendo também um guerreiro. Um de seus feitos foi matar o demônio Dhenuka, que tinha a forma de um asno. Segundo o Bhāgavata Purāṇa, Balarāma é uma encarnação de Adiśeṣa, a grande serpente primordial sobre a qual repousa Viṣṇu. Lakṣmana, o irmão de Rāma, também é considerado como uma encarnação de Śeṣa. Na iconografia, Balarāma é representado como tendo uma pele clara, enquanto Kṛṣṇa tem a pele escura. Segundo uma tradição, ambos foram produzidos a partir de fios de cabelo de Viṣṇu – Kṛṣṇa a partir de um fio negro, e Balarāma a partir de um fio branco. Suas vidas estão estreitamente ligadas; pouco depois da morte de Kṛṣṇa, Balarāma entra em estado de meditação e também morre.

Buddha - avatar de Vishnu

9B. Buddha – O Budismo surgiu como uma oposição à tradição vêdica e bramânica. Há um antagonismo entre os seguidores do Budismo e os do Hinduísmo, sendo portanto estranho que Buddha seja incluído entre os avatāras de Viṣṇu em algumas obras, como o Bhāgavata Purāṇa. Alguns autores afirmam que o Buddha Avatāra não é o mesmo Gautama Buddha que fundou o Budismo, havendo apenas coincidência de nomes. No entanto, o Bhaviṣya Purāṇa se refere explicitamente a Gautama Śākyamuni como sendo um avatāra de Viṣṇu. As duas características mais importantes que os Purāṇas atribuem a este avatāra são: ensinar a não-violência e se opor aos rituais dos Vedas que incluíam sacrifícios de animais: ensinar doutrinas errôneas, para enganar e destruir os demônios (ou os inimigos dos devas – pessoas que seguiam ensinamentos demoníacos). 

Kalki - avatar de Vishnu

10. Kalki (Destruidor do Tempo) – Seria um avatāra futuro, que deve aparecer no final do período atual, Kali Yuga, quando todo o conhecimento sagrado tiver sido esquecido. Montado em um cavalo branco chamado Devadatta, manejando uma espada, sua missão seria destruir milhões de pessoas más, pondo fim a um ciclo da humanidade, para que se possa iniciar um novo ciclo, com uma nova era Satya Yuga, na qual prevalecem a verdade, a correção, a bondade. As mentes de algumas das pessoas que viverem no final da Kali Yuga serão despertadas e se tornarão claras como o cristal. Essas pessoas serão as sementes que permitirão o nascimento de uma nova raça que seguirá as regras da era Krita ou Satya, a era da pureza.

Vishnu - os dez avatares - Dashavatara

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