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EU SOU
Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site: www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad

TEXTO DO MÊS:

Brihadaranyaka Upanishad 

(tradução para o espanhol)

Todo mês estamos adicionando novos textos para leitura na biblioteca virtual do nosso site Shri Yoga Devi

Neste mês, colocamos à disposição dos nossos leitores uma tradução para o espanhol, por Hugo Labate, de uma das mais importantes Upanishads: a Brihadaranyaka.

Este famoso texto, atribuído ao sábio indiano Yajñavalkya, é uma das mais antigas Upanishads, tendo sido escrito em torno do século VIII a.C. 

Yajñavalkya iluminado por Surya, o deva do Sol Yajñavalkya

Esta é uma das dez upanishads primárias ou principais, sendo considerada uma das mais antigas existentes, sendo certamente anterior ao surgimento do Budismo. Está contida no Shatapatha Brahmana, que é um texto associado ao Shukla Yajurveda (ou Yajurveda Branco). As outras duas upanishads que são consideradas também muito antigas são a Chandogya Upanishad e a Jaiminiya Upanishad Brahman. 

A palavra "aranyaka" significa algo associado às florestas ou lugares ermos (aranya), onde eram estudados alguns dos textos sagrados indianos; e o verbo "brih" significa crescer, fortalecer-se, expandir-se. Assim, o nome Brihadaranyaka Upanishad significa a grandiosa doutrina secreta (upanishad) da floresta. 

Brahma apresentando os Vedas
Brahma, o criador dos Vedas

Atribui-se a autoria do Shatapatha Brahamana (e, portanto, também da Brihadaranyaka Upanishad) ao sábio Yajñavalkya. Segundo a tradição, Yajñavalkya era um discípulo de Vaishampanyana, que se enfureceu um dia com ele porque se vangloriava de saber mais do que os outros discípulos. Vaishampanyana lhe ordenou que devolvesse todo o conhecimento do Krishna Yajurveda (Yajurveda Negro) que lhe havia transmitido, e desde então Yajñavalkya resolveu que não teria mais nenhum mestre humano. Orou então durante um longo tempo à divindade (deva) do Sol (Surya) e realizou austeridades, para obter um conhecimento dos Vedas que seu antigo mestre, Vaishampayana, não tivesse adquirido. A divindade do Sol, satisfeita com o esforço de Yajñavalkya, apareceu diante dele sob a forma de um cavalo e lhe transmitiu o Shukla Yajurveda (Yajurveda Branco). 

Yajñavalkya realizando orações para Surya, a divindade solar
Yajñavalkya orando à divindade solar (Surya)

Uma importante parte do Shatapatha Brahmana se refere ao ritual do sacrifício do cavalo (Ashvamedha), que é um símbolo solar; e a Brihadaranyaka Upanishad começa também falando sobre o cavalo, visto como um símbolo da suprema divindade. 

Yantra do deva Surya
Yantra da divindade Surya

Além de ser considerado o autor da Brihadaranyaka Upanishad, Yajñavalkya aparece nesse texto como um personagem, em diversas passagens importantes, como no diálogo com sua esposa Maitreyi (Brihadaranyaka Upanishad, parte 2, capítulo 4). Yajñavalkya tinha duas esposas, Maitreyi e Katyayani. A primeira delas buscava o conhecimento sagrado, e quando Yajñavalkya resolveu afastar-se da vida social e dividir seus bens entre as duas, ela lhe perguntou se conseguiria atingir a imortalidade (ou seja, escapar da roda dos renascimentos) através das riquezas. Então segue-se uma conversa entre eles sobre a sabedoria mais elevada, e Yajñavalkya lhe fala sobre o eu supremo (atman) e sobre o absoluto (Brahman). Há outros diálogos famosos, como o de Yajñavalkya com o rei Janaka.
A Brihadaranyaka Upanishad é dividida em três partes, chamadas Madhu Kanda, Muni Kanda (ou Yajñavalkya Kanda) e Khila Kanda. O principal tema da primeira parte é a identidade entre o Eu mais profundo (atman) e o absoluto (Brahman). A segunda parte contém a conversa entre Yajñavalkya e sua esposa Maitreyi. A terceira parte contém diversos métodos de meditação e se refere a rituais secretos. 

Yajñavalkya ensinando o Shuka Yajurveda aos seus discípulos Yajñavalkya ensinando o Shuka Yajurveda aos seus discípulos

Um dos métodos de transmissão da sabedoria, por Yajñavalkya, era a negação das interpretações conceituais do Absoluto, através da expressão sânscrita "neti, neti" (não é isto, não é isso). O famoso shanti mantra "Asato ma sad gamaya" é também parte desta Upanishad (Brihadaranyaka Upanishad, parte 1, capítulo 3, estrofe 28).

Esta tradução para o espanhol, que contém também o texto sânscrito transliterado, foi feita por Hugo Labate, e foi copiada do seguinte site, que contém outras traduções de textos indianos:
https://sites.google.com/site/vedantaenespanol/Home

Você pode fazer o download desta tradução da Brihadaranyaka Upanishad, com uma introdução em português, na biblioteca virtual do nosso site Shri Yoga Devi

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