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EU SOU
Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site: www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad

Shanti Parva 

(Mahabharata, livro 12)

tradução para o português por Eleonora Meier

Todos os meses estamos adicionando novos textos para leitura na biblioteca virtual do nosso site Shri Yoga Devi

Apresentamos aqui uma das principais partes do Mahabharata: o Shanti Parva (“Livro da paz”), que constitui a 12ª parte da obra completa, e contém importantes ensinamentos espirituais na seção intitulada Mokshadharma. 

Batalha de Kurukshetra, Mahabharata

Na segunda parte desse livro, chamada Mokshadharma, o sábio Bhishma esclarece o rei Yudhisthira a respeito de muitas questões espirituais, incluindo entre seus temas o Yoga e o Sankhya.É uma fonte fundamental para o conhecimento dessas tradições.

O Mahabharata é uma imensa obra indiana, dividido em várias partes. Todo o Mahabharata está sendo traduzido para o português por Eleonora Meier, e as partes já traduzidas podem ser encontradas na página do Twitter da tradutora, onde são colocadas periodicamente as informações sobre a tradução de cada uma dessas partes, com links para download:
http://twitter.com/#!/Mahabharata_

Todas essas partes podem também ser encontradas na nossa biblioteca virtual de textos:
http://www.shri-yoga-devi.org/textos.html

Estamos, no entanto, divulgando separadamente o Shanti Parva para chamar a atenção dos nossos leitores para essa parte tão importante do Mahabharata. De fato, embora não seja tão conhecido quando o Bhagavad Gita – que também faz parte do Mahabharata – o Mokshadharma é uma fonte essencial para o estudo da tradição indiana do Yoga e do Samkhya

Kapila, o fundador do Sankhya

O Mokshadharma começa no capítulo 174, página 369 da presente tradução, e vai até o final do (capítulo 365, página 874). Os dois personagens principais desta parte do Shanti ParvaMahabharata são o rei Yudhisthira e seu tio-avô Bhishma. 

A grande batalha de Kurukshetra descrita no é travada entre dois ramos de uma família real: os Pandavas (filhos de Pandu) e o Kauravas (filhos de Kuru). Arjuna, que é aconselhado por Krishna no MahabharataBhagavad-Gita, é um dos Pandavas. Yudhisthira é seu irmão mais velho. Depois da batalha, em que os Pandavas obtêm a vitória, Yudhisthira se torna o rei de Hastinapura (o reino de Kuru). Embora vitorioso, Yudhisthira sofre pela mortandade provocada pela guerra, e dialoga com Bhishma sobre os modos para atingir a libertação do sofrimento. Este é o tema principal do Shanti Parva, que explica diversos caminhos espirituais, incluindo o Yoga e o Samkhya. 

Bhishma é um grande guerreiro, que obteve o dom divino de só morrer quando ele próprio quisesse. Embora ele aceitasse que os Pandavas tinham direito à sucessão real, havia prometido lutar ao lado dos Kauravas, e assim enfrenta Arjuna e seus irmãos na batalha de Kurukshetra. Somente Krishna poderia vencê-lo, mas este havia prometido não lutar na batalha. Apesar disso, em certo momento Krishna perde a paciência e, para defender Arjuna, corre para atacar Bhishma com uma roda de carruagem. É detido por Arjuna, que lhe recorda sua promessa. 

Krishna ataca Bhishma com uma roda

Bhishma é derrotado quando Arjuna leva para o campo de batalha um guerreiro chamado Shikhandi. Na sua vida anterior, ele tinha sido uma mulher chamada Amba, que havia sido raptada e depois rejeitada por Bhishma. Ele jurou se vingar dele, e morreu. Renasceu como mulher, chamada Shikhandini, mas foi treinado como guerreiro e depois se tornou homem, graças a um Yaksha, adotando o nome de Shikhandi. Assim, não era homem nem mulher, exatamente. Quando enfrenta Bhishma, ele reconhece que se trata de Amba, e resolve não lutar nem se defender. É atingido por flechas de Shikhandi, e também de Arjuna, que aproveita a ocasião. 

Atravessado por um enorme número de flechas, Bhishma cai ao chão, mas resolve não morrer, porque o período do ano não era propício. Embora perfurado pelas flechas, fica aguardando a melhor época para morrer – logo após o solstício de inverno, quando o Sol começa a se mover para o Norte. 

Bhishma no seu leito de flechas

Durante os longos dias durante o qual aguarda sua morte, Bhishma continua deitado, apoiado sobre as flechas, e dialoga calmamente com Yudhisthira. O Shanti Parva é uma parte dessa conversa, e na seção seguinte do Mahabharata, chamada Anushasana Parva, no seu capítulo 135, Bhishma recita para Yudhisthira o famoso hino com os mil nomes de Vishnu (Vishnu Sahasramama).

Como dissemos, o Mokshadharma contém muitos ensinamentos espirituais. Pode ser considerado como uma importante fonte para o conhecimento da tradição hinduísta, especialmente sobre Yoga e Samkhya. Vale a pena olhar o sumário (apresentado nas primeiras páginas da tradução), para localizar os capítulos mais importantes sobre esses temas. 

Essa obra, fundamental para o estudo da cultura e da religião indianas, traduzida por Eleonora Meier, pode ser encontrada na nossa biblioteca virtual de textos:
http://www.shri-yoga-devi.org/textos.html

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