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EU SOU
Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site: www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad

Agenda
Agosto de 2011

MEDITAÇÃO DO MÊS - KUNDALINI YOGA

MEDITAÇÃO DENTRO DO SER:    "EU SOU EU SOU”

Em cada mês apresentamos uma sugestão de meditação, asana ou kriya, que pode ser utilizada por todos os praticantes de Yoga, desde que sigam as orientações apresentadas.

A prática de Kundalini Yoga é precedida por dois mantras: Ong Namo Guru Dev Namo (cantar três vezes) e Ad Gurey Nameh, Jugad Gurey Nameh, Sat Gurey Nameh, Siri Guru Dev Nameh (cantar três vezes); veja a música no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=mKew4Wa6Br0

Realiza-se a prática (meditação, kriya, asana, etc.) e finaliza-se cantando Sat Nam (Sat cantado longo e Nam curto em uma expiração, três vezes).

Meditação dentro do Ser

POSTURA: Sente-se em posição fácil, com a coluna reta. Mantenha as pálpebras1/10 abertas. Os olhos olham reto para frente através das pálpebras. Coloque a mão direita sobre o joelho direito. Mantenha os cotovelos retos e as mãos relaxadas em gyan mudra: uma as pontas dos dedos indicador e polegar. Eleve a mão esquerda colocando-a em frente ao centro do coração.

A palma está aberta e voltada para o peito. Os dedos apontam para a direita e estão paralelos ao solo. Comece com a mão esquerda a 15 cm do peito. Cante alto “Eu Sou”, enquanto traz a mão mais fechada para perto, a uma distancia de 10 cm. Então, cante “Eu Sou”, enquanto estende a mão reta para longe do peito , a uma distancia de 30 cm. Então, tome uma pequena inspiração através do nariz, enquanto traz a mão á posição original, a 15 cm do peito. Crie um ritmo constante com o mantra e a respiração. Continue a meditação por 11 a 31 minutos. Então, inspire profundamente, retenha e relaxe completamente.

COMENTÁRIO: Um yogue cultiva o relacionamento entre o sentido finito e infinito do Ser. A mente freqüentemente se esquece deste relacionamento quando se torna apegada a uma emoção particular ou a um objeto que deseja manter. Um dos mais importantes hábitos que o yogue insere na mente é a habilidade para quebrar  o transe do apego, transformando-o sob a perspectiva do infinito. Esta é também a perspectiva do Ser. Você existe antes dos objetos que você coleciona e mesmo antes do corpo que você usa. É muito poderoso e efetivo recordar a mente de sua verdadeira identidade como um ser infinito. Sem esta consciência, a filosofia, a ética e a espiritualidade reduzir-se-ão a uma ritual participação no “bom”. O que o yogue procura é participar da vida com autenticidade e a totalidade do “real”. 

Este mantra conecta a identidade finita com a infinita. O primeiro ‘Eu sou’ que enfatiza o Eu, é o sentido pessoal e finito do ser. O segundo ‘Eu sou’, que enfatiza suavemente o sou, é o sentido impessoal e transcendente do ser. Todos os mantras verdadeiros misturam essa polaridade do infinito e do finito em seu desenho e estrutura interna.

Se você somente disser o primeiro ‘Eu sou’, a mente automaticamente tentará responder ‘Quem eu sou?’ Isto leva a mente a pesquisar todas as categorias e regras que sustentam sua identidade finita. Se você imediatamente disser a segunda parte do mantra ‘Eu sou’, o pensamento se torna ‘Eu sou o que sou’. Para ser o que é, você a essência da verdade que o levará à natureza da Realidade. A mão e a respiração movem-se com ritmo e fortalecem sua habilidade para manter um sentido de ser, enquanto sua consciência se expande para as mais amplas perspectivas. 


LIVRO DO MÊS:

OS ENSINAMENTOS DE RAMANA MAHARSHI EM SUAS PRÓPRIA PALAVRAS
Arthur Osborne

Ramana Maharshi

Em 2008, por esforço dos devotos de Ramana Maharshi no Brasil, foi lançado o livro “Os Ensinamentos de Sri Ramana Maharshi em suas Próprias Palavras” (244 p.) bem como o DVD ”O Sábio de Arunachala” legendado para o português. São comercializados juntos, pelo Centro Advaita: http://advaita.com.br/ramana-maharshi/livros-em-portugues/

Este livro é uma tradução do livro original, The teachings of Ramana Maharshi in his own words, tendo como perspectiva o ponto de vista do leitor que nada conhece a respeito.

ramana

Ramana Maharshi

Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (1878-1950), mestre de Advaita Vedanta e homem santo do sul da Índia. Considerado um dos maiores sábios de todos os tempos, tornou-se conhecido no Ocidente especialmente através do livro "A Índia Secreta", do jornalista e escritor inglês Paul Brunton, que retratou os ensinamentos de Ramana, transmitidos, na maioria das vezes, em silêncio absoluto aos seus discípulos. 

Shri Ramana Maharshi foi um grande representante da sabedoria milenar da Índia no século XX. Isso não significa que ele foi um acadêmico que sabia de cor e salteado os textos sagrados da religião, mas sim que viveu e mesmo personificou à perfeição tal sabedoria. Na verdade, ele não escreveu nenhum livro. Ensinava o jñana, ‘via do conhecimento espiritual’ mais puro. Ao mesmo tempo, ressaltava que as outras duas outras grandes vias espirituais, a do karma (das ações) e da bhakti (devoção) estavam contidas no jñana.

Na Índia, buscar a companhia de sábios e santos é algo muito importante, para aprender com os preceitos e exemplos concretos, e para obter suas bênçãos. Tal atividade se chama satsanga (literalmente, ‘associação com a verdade’). Outro conceito importante é o de darshan, que é a bênção conferida pela mera visão de um santo.

ramana

Sri Râmana Maharshi nasceu na região do Tamil Nadu, sul da Índia. Aos 16 anos, após a morte do pai, passou por uma vívida experiência relacionada à morte e, por seu intermédio, despertou para o estado que transcende, origina, constitui e engloba os campos físico, emocional e intelectual, passando a viver permanentemente nesse estado, por alguns denominado realização espiritual. Depois de algum tempo, abandonou sua casa e família e partiu como sadhu (peregrino ou eremita) para a cidade de Tiruvannamalai (190 km ao sul de Madras), onde passou o restante da vida na montanha de Arunachala, considerada por ele como uma montanha sagrada. 

A princípio, viveu no grande templo de Arunachaleswara, permanecendo absorto em meditação, no saguão conhecido como o de "mil pilares", de onde teve de se mudar, em razão das pedras que lhe eram atiradas por um bando de meninos que o viam imóvel no local. Passou então a viver em um escuro vão no sub-solo do templo, mas os moleques cedo o descobriram, e continuaram a atirar-lhe pedras. Teve de se mudar muitas vezes e passou a residir em vários outros santuários e locais adjacentes ao templo, como jardins, bosques e pomares. Pouco a pouco foi subindo a montanha de Arunachala, onde viveu em diferentes cavernas e passou a ser conhecido como o “Maharshi” (grande sábio ou vidente), e "Bhagavan", o Senhor. Lenta e gradualmente, discípulos foram se reunindo à sua volta. Vinte e sete anos após a sua chegada a Tiruvannamalai, um "ashram" ou comunidade espiritual foi construído ao redor do túmulo de sua mãe, aos pés da Montanha Sagrada de Arunachala, onde passou a residir até o fim de seus dias.

seguidores de ramana maharshi

Essa comunidade, chamada "Ramanashram", tornou-se um local mundialmente conhecido, para onde se dirigiam (e ainda se dirigem, em número crescente) buscadores espirituais de diversas origens religiosas.

Seus ensinamentos, magistralmente simples, profundos e lúcidos, estão registrados em grande número de livros. Diversos autores escreveram sobre ele; entre outros, Arthur Osborne, em "Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento", Mouni Sadhu em "Dias de Grande Paz", Carl Yung, a pedido de Heinrich Zimmer, Somerset Maugham, em "O Fio da Navalha", William Stoddart, em "O Hinduísmo", Mateus Soares de Azevedo em "Ye shall know the truth: Christianity and the Perennial Philosophy" (EUA, 2005), David Godman, Sadhu Om, H.l Poonja, Maha Krishna Swami. Em 25 de dezembro de 2007, quando da comemoração do seu nascimento (data móvel, dependente da posição das estrelas), uma nova biografia em língua inglesa, com 4.135 páginas distribuídas em oito volumes, contendo 400 fotografias, foi lançada.

Sua presença, que irradiava uma grande paz, tornando fácil e natural a convivência na comunidade, inclusive com os animais selvagens que habitavam a montanha, atraiu milhares de pessoas a Arunachala.

ramana maharshi

A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara" (self-enquiry), ou auto-investigação direta, interior, por meio dos questionamentos: "Quem sou eu?" e "De onde surge o pensamento 'eu'?", para a descoberta da "Verdade, Paz ou Bem-Aventurança, a nossa real natureza". "Descoberta" no sentido literal de "retirar o que cobre", os conceitos. Em vários momentos, Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação do "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, são transitórias, enquanto esta consciência do eu permanece. Tal questionamento faz com que a atenção se volte para o estado natural que ultrapassa o conhecimento, levando à percepção da inevitável limitação de todos os conceitos, o que faz com que, gradualmente, definhem e percam sua tirania sobre a mente, deixando de se sobrepor "àquilo que verdadeiramente é". 

Para o ocidente, tal sobreposição é o verdadeiro conhecimento ["episteme", epi (sobre) + histanai (por, colocar): sobrepor]. Para a Vedanta, tanto a opinião quanto a "episteme" impedem o descobrimento "daquilo que é". A alegoria da caverna, baseada no estudo hindu da "maya" (literalmente "medir", "avaliar"), se refere a essa limitação: a idéia é diferente daquilo que verdadeiramente "é". É preciso ultrapassar a limitação dos conceitos, das idéias, das imagens, das representações. Sair da prisão da ignorância, representada pela caverna, para o espaço infinito da bem-aventurança. 

A própria alegoria não é bem compreendida no suposto "mundo ocidental". Tomar o resultado da avaliação como verdade é tomar as sombras pela coisa em si, e, por conseguinte, viver na ilusão. A ignorância basilar é a que existe com relação ao "eu". Julgo conhecer-me por meio de uma representação. Desconhecendo quem é o conhecedor, busco conhecer o universo, os seres vivos, os objetos. Deles também construo representações. A representação que construo a respeito de mim mesmo, que é sempre incompleta, e com a qual me identifico, busca, em vão, completar-se por meio de conhecimentos, sensações, posses, prestígio. Nessa busca, ela tem continuidade, com a inseparável sensação de incompletude e, portanto, de sofrimento. Quem sou eu? Uma vez que a representação que crio a respeito de mim mesmo não sou eu - quem sou eu? Quem está fazendo essa pergunta? A resposta não pode ser mental, intelectual, pois constituir-se-ia em uma outra representação. 

Para o Vedanta pois - sem a negação da óbvia necessidade, em seu campo próprio, do conhecimento relativo - o verdadeiro conhecimento implica a não interferência dos conceitos, das teorias, seja a respeito do mundo e das coisas, seja a respeito de si mesmo, do estado que ultrapassa o pensamento. Havendo um grande descontentamento em relação a tudo o que é incompleto, havendo a necessidade e a urgência da descoberta, o próprio exame e compreensão de todo o quadro, a investigação sobre o "eu" e a origem do "eu", levam à não-interferência dos conceitos - porque se compreende sua limitação, o que provoca o seu definhar - e à quietude mental. 

A própria investigação sobre o 'eu' e sua origem, ao final, mergulham na quietude. "Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus". "Eu Sou esse Eu Sou". Nesse estado de silêncio vivo, desperto, o conhecedor, o conhecimento e o objeto do conhecimento, qualquer que seja ele, são um só. Só há separação no mundo das representações, das construções mentais, no mundo "daquilo que não é". Nesse sentido, conhecer a verdade acerca de si mesmo é conhecer a verdade acerca de todos os seres e de todas as coisas. Conhecer a verdade acerca de si mesmo é ser essa verdade, já que não somos dois, um para conhecer o outro. Cada um é a própria Verdade absoluta; ou Deus, para usar uma outra palavra.

A expressão "auto-realização", nos diz Ramana Maharshi, é apenas um eufemismo para "remoção da ignorância". Nada há para ser adquirido; há, apenas, ignorância a ser removida. Somos a própria vida, o Ser Infinito, a fonte de todas as coisas.

Afirma-se que, no momento em que Sri Ramana faleceu, um magnífico astro, majestosa e lentamente, cruzou os céus da Índia, sendo visto em grande parte do país por inúmeras pessoas, que espontaneamente compreenderam o evento que ele anunciava.

ramana

No exterior, há um site do Shri Ramana Maharshi Ashram, com sede em Tiruvannamalai:
http://www.sriramanamaharshi.org/

No Brasil, a Associação Espiritualista "A Luz no Caminho" divulga a obra de Ramana:
http://www.aluznocaminho.org.br/


FILME DO MÊS:

O Sábio de Arunachala 

Apresentamos neste mês o documentário "The Sage of Arunachala" (O sábio de Arunachala), sobre a vida e os ensinamentos do indiano Ramana Maharshi – considerado um dos maiores sábios da idade moderna – produzido em uma cronologia de fotografias, entrevistas, narrações e arquivos em vídeo, com gravações originais mostrando o cotidiano de Ramana no Ashram. A sabedoria deste verdadeiro mestre conquistou o Ocidente.

Pensamento do mestre:
"O destino da alma é determinado segundo seu prarabdha-karma. O que não deve acontecer, não acontecerá, não importa o quanto você deseje. O que deve acontecer, acontecerá, não importa tudo o que você faça para evitar. Quanto a isso, não resta dúvida. Portanto, o melhor caminho é permanecer em silêncio."
Sri Ramana Maharshi.

Para mais informações, siga este link.


Ramana Maharshi

UM HINO DE RAMANA MAHARSHI:

“Akshara Mana Malai”
(A guirlanda alfabética perfumada)

Neste mês, apresentamos aos nossos leitores um hino composto por Ramana Maharshi, “Akshara Mana Malai” (A guirlanda alfabética perfumada), também conhecido como “Arunachala Shiva”, por causa de seu refrão.

“Arunachala” significa, literalmente, “Montanha da cor púrpura do Sol”. Os devotos consideram que essa montanha é uma forma de Shiva, e o nome “Arunachala” é, às vezes, utilizado para indicar o próprio Deva Shiva, que tem um templo consagrado a ela perto da montanha (Templo de Annamalaiyar). Arunachala é um dos cinco principais lugares de peregrinação dedicados a Shiva, no Sul da Índia. Ramana Maharshi viveu grande parte de sua vida nessa montanha,e compôs (em Tamil) este hino de grande beleza, que se tornou famoso.

Pico da montanha Arunachala Pico da monhanha Arunachala

Para mais informações, siga este link.

NOVO TEXTO DO SITE:

"Kaivalya Navanita" 
(“O Creme da Libertação”)

Todos os meses estamos adicionando novos textos para leitura na biblioteca virtual do nosso site Shri Yoga Devi

Neste mês, colocamos à disposição dos nossos leitores uma tradução completa para o português do Kaivalya Navanita (“O Creme da Libertação”). Este é um livro indiano escrito no século XVIII, em Tamil, atribuído a Tandavaraya Swami. O título da obra descreve seu objetivo: apresentar o “creme” (essência) da libertação espiritual (Kaivalya). A obra, apresentada sob a forma de um diálogo entre mestre e discípulo, é dividida em duas partes: (1) a explicação da realidade; (2) remoção das dúvidas. Esta obra era muito elogiada por Ramana Maharshi.

Leia mais sobre esse importante texto, neste link.

Shiva e Shakti


MEDITAÇÃO DA LUA CHEIA

A Lua Cheia de Agosto será no dia 13/08, Sábado. 

   Calendário lunar - agosto de 2011

   Este dia é um tempo de conexão e expansão da Luz interna. Veja a Lua, sinta sua energia, conecte-se com a Luz do Sol que nos ilumina e alimenta. Veja mais sobre a Meditação da Lua Cheia na Agenda do nosso site:

http://www.shri-yoga-devi.org/agenda.html   


Espaço de yoga Shri Yoga Devi
Campina Grande, Paraíba
http://www.shri-yoga-devi.org/