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EU SOU
Flávia Bianchini
Satyananda Svarupini (Flávia). Sou Instrutora de Kundalini Yoga e Artista Plástica. Coordeno o espaço Shri Yoga Devi onde ministro aulas de Yoga. Veja o site:
www.shri-yoga-devi.org

Maha Devi
"Do meu Poder tudo brota,
Por meu Poder tudo se sustenta,
Por meu Poder tudo se dissolve.
Eu sou este Brahman sem dualidades."
Kaivalya Upanisad
Chandi Pathah (Devi Mahatmyam, Durga Saptashati) - a glorificação da Grande Deusa

Devi Mahatmyam é um dos mais respeitados textos indianos a respeito da Grande Deusa (Maha Devi). Talvez seja a mais importante de todas as escrituras dedicadas à Shakti.
 
Desde a mais antiga literatura indiana – os Vedas – existiram hinos dedicados a algumas das manifestações da Grande Deusa, como por exemplo a deusa Vac (a Palavra), que depois foi associada a Sarasvati. No entanto, nessas obras indianas mais antigas, a divindade feminina não tinha uma grande importância. Em textos posteriores, como o Mahabharata, também são as divindades masculinas que têm mais relevância. Porém, como parte da obra Markandeya Purana, composta aproximadamente entre 400 e 500 d.C., apareceu o Devi Mahatmyam onde a Deusa é apresentada como superior a todos os deuses masculinos.

Os Devas da Trimurti (trindade indiana) prestam homenagem à Grande Deusa

O texto, tal como surgiu no 
Markandeya Purana, é constituído por 13 capítulos. Descreve os feitos da Grande Deusa e comenta sobre sua importância, glorificando a Deusa – daí vindo o seu nome, Devi Mahatmyam. Como o texto é constituído por 700 versos, foi também chamado de Durga Saptashati – os setecentos [versos] da deusa Durga.

Há, no entanto, uma outra versão mais extensa, que é a apresentada aqui, conhecida por Chandi Pathah, que inclui todo o conteúdo do 
Devi Mahatmyam, acrescentando outras partes antes e depois dos 13 capítulos originais, e apresentando os rituais que acompanham a recitação do hino à Deusa. O nome desta versão vem de Patha (recitação ritual) e Candi (“a Violenta”, “a Feroz”), um dos epítetos da Deusa no Devi Mahatmyam. Candi é a Deusa em seu aspecto mais terrível, que é capaz de destruir e superar todos os obstáculos. Por isso, considera-se que esses 700 versos são mantras poderosos contra todos os males.

Durga Mahishasura Mardini - aquela que mata o demônio Mahishasura

A leitura ritual desse texto é uma parte central das celebrações periódicas (Navaratri) realizadas em homenagem à Grande Deusa. A palavra “navaratri” significa, literalmente, “nove noites”, porque essa é a duração da festividade. Ela é realizada cinco vezes por ano, considerando-se como mais importantes as celebrações realizadas na primavera e no outono. Além disso, o 
Chandi Pathah é recitado, com ou sem rituais, em muitas outras ocasiões, sendo considerado o principal tipo de homenagem à Deusa.

Devi Mahatmyam ainda é pouco conhecido nos países de língua portuguesa. A única tradução completa que encontramos é a que apresentamos na nossa biblioteca de textos do site Shri Yoga Devi.

A tradução do sânscrito para o inglês foi realizada por Svami Satyananda Sarasvati, e do inglês para o português por Jorge Farias, coordenador do grupo “Templo de Kali”. Jorge Farias nos autorizou a divulgar este texto através do site Shri Yoga Devi, embora advertindo que a tradução não foi ainda revisada e pode conter alguns erros.

Acrescentamos à tradução para o português alguns esclarecimentos introdutórios, descrevendo o conteúdo e a importância desta obra.

Este e outros textos estão disponíveis na biblioteca virtual do site Shri Yoga Devi:
http://www.shri-yoga-devi.org/textos.html



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